16/12/2010

Me dá esse cigarro. Você não devia fumar, viu, Bruna, porque cigarro te faz mal. Faz mal pra mim, que viro fumante passiva e tenho mais chances de desenvolver câncer que você. Me dá um trago, afinal, fumante ativa ou passiva, no final das contas todo mundo vira total flex porque one side não dá futuro. Puta que pariu, queimei o meu dedo. Pensei que estivesse bêbada o suficiente para não sentir dor. Mas estou o suficiente para passar a minha língua nos dedos, como se fosse aliviar… porque, afinal, a minha língua é quente. Eu sou quente. Demais. Puta que pariu, que tesão. Nossa, isso é ruim de você se alcoolizar, uma hora você fica com tesão e, basicamente, não tem onde… onde… como é o nome. Oops! Chutei a garrafa, Mau-mau, chutei a garrafa, ela vai cair…Quê? Pegar? Eu não posso pegar! A minha coordenação motora está debilitada, se eu pegar eu vou cair e se eu cair, putz, vai ser a milésima vez em uma semana. Quê? Você quer morder a minha boca? Beleza, então. Feliz? Quer saber? Desiste de procurar, ninguém vai achar mesmo… tá escuro, tá noite, ou manhã, sei lá, esse horário de verão fode tudo. Pego-a pela mão. Tá vendo esse meu amigo ali? Fica com ele? Prometi a ele que ia arrumar uma garota essa noite (ele me deu outras informações desnecessárias do tipo “oh, eu sou virgem e tenho vinte anos”, “mas eu já me peguei intensamente com umas cinco mulheres que me convidaram para ir as suas residências e eu recusei com medo de fazer merda”). Não? Por quê? Ah, ele é meio esquisitinho mesmo. Mas é muito gente boa e, dependendo do ângulo, gato. Do ângulo, do álcool. Então, você não fica com ele pra me fazer um favor? E comigo?