Hoje choveu. Está chovendo, eu acho. Mas no ponto o qual eu me encontro agora não ouço barulho e a janela mais próxima está relativamente longe. Prefiro ficar aqui sentada e não levantar, porque a realidade chuvosa é confortável, eu sinto sono, minha mente fica num quase-transe só com a idéia de chuva. Então chove. Daqui a cinco dias é o dia dos reis barbudos e jacarés de peruca loira. “Inferno astral”, pergunte-me como. Mas o meu inferno é confortável.
Hoje não chove mais, mas está um frio do caralho e eu quero dormir. E eu fodi com o teclado do escritório porque caiu suco de laranja em cima. E eu nem tinha pedido pelo suco e nem nada, o cara só veio, olhou nos meus olhos e disse que era pra mim. Isso foi semana passada.
Hoje eu saí do metrô. Hoje eu escutei uma música da Cat Power bonitinha e quase chorei, mas o cinismo ainda não chegou a esse ponto, de pessoas que eu nunca mais verei na vida testemunharem o meu rio. Saí do metrô e eu vi um cara, pedreiro, ah vá, vestido de pedreiro, com luva suja e tudo, com um microfone, cantando “não, não é mentira, nem hipocrisia, amor… com você tudo fica blue”. Foi horrível, mas ele continuou cantando.
Hoje também fiquei trinta segundos olhando para um “liga mesmo…” (com reticências) e pensando, que foda, finalmente alguém se importa.
Mas eu não vou ligar. Eu não entendo exatamente qual é o motivo, mas quando me alegra eu acho que vou estragar tudo. E vou mesmo.
Esse casaco não é meu. Ele é enorme e dá duas de mim. Não adquiri. Ele simplesmente estava no guarda-roupa, então é meu. Deveria ser de algum cara Ex-namorado da minha irmã, todos eles deixam uma peça de roupa lá em casa. Já adquiri uma calça, um short rasgado, uma camiseta e, agora, um possível casaco. Mas ele está no guarda-roupa tem sete anos, então faz tempo.
Agora é meu.
Hoje não chove mais, mas está um frio do caralho e eu quero dormir. E eu fodi com o teclado do escritório porque caiu suco de laranja em cima. E eu nem tinha pedido pelo suco e nem nada, o cara só veio, olhou nos meus olhos e disse que era pra mim. Isso foi semana passada.
Hoje eu saí do metrô. Hoje eu escutei uma música da Cat Power bonitinha e quase chorei, mas o cinismo ainda não chegou a esse ponto, de pessoas que eu nunca mais verei na vida testemunharem o meu rio. Saí do metrô e eu vi um cara, pedreiro, ah vá, vestido de pedreiro, com luva suja e tudo, com um microfone, cantando “não, não é mentira, nem hipocrisia, amor… com você tudo fica blue”. Foi horrível, mas ele continuou cantando.
Hoje também fiquei trinta segundos olhando para um “liga mesmo…” (com reticências) e pensando, que foda, finalmente alguém se importa.
Mas eu não vou ligar. Eu não entendo exatamente qual é o motivo, mas quando me alegra eu acho que vou estragar tudo. E vou mesmo.
Esse casaco não é meu. Ele é enorme e dá duas de mim. Não adquiri. Ele simplesmente estava no guarda-roupa, então é meu. Deveria ser de algum cara Ex-namorado da minha irmã, todos eles deixam uma peça de roupa lá em casa. Já adquiri uma calça, um short rasgado, uma camiseta e, agora, um possível casaco. Mas ele está no guarda-roupa tem sete anos, então faz tempo.
Agora é meu.

0 comentários:
Postar um comentário